A Polícia Civil do Tocantins deflagrou a Operação Stuart na manhã desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação em Paraíso do Tocantins e ramificações no estado de São Paulo. A ação policial resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário para desarticular esquemas de tráfico de entorpecentes, cobranças ilícitas, extorsões e agressões vinculadas a facções criminosas.
Investigação e articulação entre presídios e liberdade
Conduzida pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) de Paraíso do Tocantins, a investigação teve início em 2025, após a identificação de um esquema de comunicação clandestina entre detentos da Unidade Penal Regional do município e comparsas em liberdade. O inquérito policial apontou que os custodiados coordenavam o tráfico de drogas e a movimentação financeira ilícita com o auxílio de familiares. O grupo também utilizava um sistema de punições internas, conhecido como “tribunal do crime”, para impor sanções e disciplina por meio de ameaças e agressões físicas.

De acordo com as investigações, os presos coordenavam o tráfico de drogas e a movimentação financeira do crime em Paraíso do Tocantins – Divulgação PCTO
Atuação inter estaduais e cooperação operacional
O avanço das diligências revelou a suposta participação de um indivíduo de 35 anos residente em Cotia (SP), apontado como integrante da cúpula nacional da facção e responsável por deliberar sobre punições e diretrizes à célula instalada no Tocantins. A operação contou com o apoio de unidades táticas e de inteligência da Polícia Civil de São Paulo, do Escritório Nacional Antifacção (ENA/SP) e do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE), integrando as diretrizes da Operação Protetor de Divisas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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Fonte: João Guilherme Lobasz / Governo do Tocantins
Foto: João Guilherme Lobasz / Governo do Tocantins