A baixa umidade relativa do ar, intensificada no Estado do Tocantins desde o final de julho, tem provocado ressecamento e irritação nas mucosas dos olhos, nariz e garganta da população. Os alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam índices críticos de umidade entre 12% e 30% em municípios como Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Peixe. Diante desse cenário, especialistas do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/Ebserh) orientam a adoção de medidas preventivas para conter complicações respiratórias e quadros de desidratação severa.
A redução da umidade do ar impacta diretamente a saúde de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias pré-existentes.
Orientações médicas sobre hidratação e hábitos diários
De acordo com o fonoaudiólogo Ives Gonçalves, do HDT-UFNT, a ingestão contínua de água é a principal medida para evitar o ressecamento das mucosas e prevenir sintomas graves como dor de cabeça, tonturas, boca seca e redução do volume urinário. O profissional recomenda a manutenção de uma alimentação leve, rica em alimentos líquidos e frutas, além do umedecimento de ambientes internos. A prática de atividades físicas ao ar livre deve ser evitada nos horários de maior incidência solar e calor intenso.
Sintomas leves podem ser controlados com hidratação, mas a presença de tosse persistente, febre superior a 38 graus, espirros frequentes e dificuldade para respirar exige atendimento médico imediato.
Atuação da rede hospitalar e estrutura de atendimento
O HDT-UFNT integra a Rede de Hospitais Universitários Federais (Ebserh) desde 2015, atuando na prestação de serviços de saúde pública e no suporte ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte do Tocantins. A estatal vinculada ao Ministério da Educação administra 47 unidades hospitalares universitárias no país, garantindo estrutura para o diagnóstico e tratamento de agravos decorrentes de fatores climáticos e sazonais.
As recomendações de saúde permanecem vigentes enquanto durar o período de estiagem e baixos índices de umidade na região.
Fonte: HDT – UFNT | Foto: Magnific / HDT-UFNT / Divulgação