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Território: Goiás e Tocantins suspendem ação no STF para realizar estudo técnico sobre divisa

por Revista Cenariun

Em audiência de conciliação conduzida pelo ministro Cristiano Zanin, no Supremo Tribunal Federal (STF), os governos de Goiás e do Tocantins chegaram a um acordo para suspender a Ação Cível Originária (ACO 3734) até o dia 22 de junho de 2026. O objetivo é a criação de um grupo de trabalho conjunto para realizar um estudo técnico detalhado sobre a linha divisória entre os dois estados.

A disputa envolve a titularidade da região norte do município de Cavalcante (GO), uma área de aproximadamente 12,9 mil hectares que abriga o Complexo do Prata, um dos destinos turísticos mais procurados da Chapada dos Veadeiros.

O Estado de Goiás sustenta que houve um “erro material” em uma carta topográfica do Exército elaborada em 1977. Segundo o argumento goiano:

  • Identificação Incorreta: Cursos d’água usados como referência teriam sido nomeados erroneamente no documento antigo.
  • Interpretação: Esse erro teria levado o Tocantins a considerar como seu um território que pertenceria a Goiás, conforme a Constituição de 1988.
  • Impacto: Goiás afirma que o Tocantins estaria oferecendo serviços públicos dentro de sua jurisdição, especificamente na área conhecida como Quilombo Kalunga dos Morros.

Um ponto fundamental do acordo firmado no STF é a garantia de que, durante o período de estudos técnicos e suspensão do processo, os serviços públicos oferecidos à população local não sofrerão nenhuma alteração. Escolas, postos de saúde e policiamento seguem operando normalmente para evitar prejuízos aos moradores e turistas da região.

Contexto Histórico

A separação dos estados ocorreu com a promulgação da Constituição de 1988, quando a porção norte de Goiás foi desmembrada para a criação do Tocantins. Apesar de quase 40 anos de divisão, limites geográficos baseados em acidentes naturais (rios e serras) ainda geram debates jurídicos complexos como este.

Uma nova audiência de conciliação já está marcada para o final de junho, quando os resultados das diligências técnicas do grupo de trabalho serão apresentados ao ministro Zanin.

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Fonte: STF

Foto: Rosinei Coutinho / STF

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