Silenciosa e muitas vezes descoberta apenas em estágios avançados, a doença de Chagas continua sendo um grave risco cardiovascular no Brasil. Em alusão ao Dia Mundial da doença (14 de abril), o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) reforça o alerta: identificar a infecção precocemente pode garantir até 80% de chance de cura na fase aguda e evitar danos irreversíveis ao coração.
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam entre 6 e 7 milhões de pessoas infectadas no mundo, com mais de 1 milhão de casos apenas no Brasil.
O Perigo do Silêncio
Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença pode permanecer décadas sem apresentar sintomas. No entanto, na fase crônica, a infecção pode evoluir para quadros gravíssimos, como:
- Arritmias cardíacas;
- Insuficiência cardíaca;
- Miocardite e Tromboembolismo;
- Risco de morte súbita.
“Muitos pacientes só descobrem a doença anos após o contato inicial, quando já apresentam cansaço, palpitações e falta de ar. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir esses riscos”, explica a cardiologista Alinne Macambira.
Formas de Transmissão
Embora o contato com as fezes do inseto barbeiro seja a forma mais conhecida, a especialista alerta para outras vias que mantêm a doença ativa nos centros urbanos:
- Via Oral: Consumo de alimentos contaminados (como açaí ou caldo de cana processados inadequadamente);
- Congênita: Transmissão da mãe para o bebê durante a gestação;
- Transfusional: Por meio de sangue ou transplante de órgãos contaminados.
Tratamento e Referência no Tocantins
O tratamento varia conforme o estágio da doença. Na fase aguda, medicamentos antiparasitários são altamente eficazes. Na fase crônica, o foco passa a ser o controle das lesões cardíacas para retardar a progressão da doença.
O HDT-UFNT, em Araguaína, é a unidade de referência na região Norte para o manejo clínico desses pacientes. Como parte da rede HU Brasil (antiga Ebserh), o hospital oferece acompanhamento multiprofissional e cardiológico contínuo, além de atuar na formação de novos profissionais para identificar a patologia.
Prevenção
A prevenção envolve o controle do vetor (evitando a presença do barbeiro em frestas de casas), o uso de telas e mosquiteiros, além de rigorosos cuidados na manipulação de alimentos naturais.
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Fonte: Unidade de Comunicação Regional 14 (HDT-UFNT)
Foto: Divulgação