A definição e o planejamento da estação de monta constituem uma estratégia central para a eficiência e o desempenho financeiro na pecuária de corte, especialmente na fase de cria. O médico-veterinário Ricardo Passos, presidente da Associação Novilho Precoce Tocantins, destaca que o manejo correto busca sincronizar as fases de maior exigência nutricional das matrizes bovinas com o período de maior oferta e qualidade das pastagens tropicais. A medida otimiza a conversão alimentar e reduz os custos operacionais da propriedade durante o ciclo produtivo.
Indicadores zootécnicos e planejamento nutricional
O estabelecimento da estação de monta no Tocantins exige a avaliação prévia do escore de condição corporal das vacas, o alinhamento sanitário do rebanho e a seleção de reprodutores. Entre os parâmetros zootécnicos de referência para aferir a eficiência da gestão reprodutiva, aponta-se a busca por taxas de prenhez acima de 80% em um período concentrado de, no máximo, 75 dias. O encurtamento da janela reprodutiva facilita a identificação e seleção de matrizes mais férteis, além de mitigar falhas decorrentes do prolongamento excessivo do manejo.
Padronização de lotes e gestão financeira
A concentração das concepções e dos nascimentos favorece a padronização e a homogeneidade dos lotes de bezerros produzidos na fazenda. Essa previsibilidade operacional estende-se ao planejamento do calendário sanitário, ao dimensionamento da mão de obra necessária, à aquisição programada de insumos e à projeção do fluxo de caixa com a comercialização dos animais desmamados. O alinhamento dos processos reprodutivos consolida-se, assim, como ferramenta de profissionalização e controle zootécnico da pecuária regional.
Fonte: Tocantins Rural / Ricardo Passos
Foto: Ascom Associação Novilho Precoce Tocantins