Home TOCANTINS MPTO ingressa com ação civil para conter risco de desabamento em igreja do século XVIII em Chapada da Natividade

MPTO ingressa com ação civil para conter risco de desabamento em igreja do século XVIII em Chapada da Natividade

por Revista Cenariun

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Paróquia Nossa Senhora de Sant’Ana e o município de Chapada da Natividade para exigir medidas emergenciais contra o risco de desabamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant’Ana. O templo religioso, construído no século XVIII e tombado pelo patrimônio público municipal, apresenta comprometimento estrutural grave após a queda de parte do teto e de trechos das paredes, o que expôs a alvenaria de tijolos de adobe e taipa à degradação por chuvas e ventos.

A medida judicial é assinada conjuntamente pela Promotoria de Justiça de Natividade e pela Promotoria de Justiça Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Tocantins.

Danos estruturais e relevância patrimonial da edificação

A estrutura do templo histórico sofreu a ruína da parede do fundo e de parte da parede lateral, além de apresentar fratura severa na viga principal de sustentação do telhado. Os escoramentos provisórios instalados no local foram classificados como insuficientes para conter o avanço do colapso da edificação, que abriga registros arquitetônicos e culturais do período colonial. O imóvel é protegido pela Lei Municipal nº 176, de 23 de setembro de 2011, o que fundamenta a responsabilização conjunta da entidade religiosa proprietária e da gestão municipal.

A edificação preserva elementos do patrimônio material do Estado e serve de sede para manifestações culturais e religiosas tradicionais da região.

Pedido de medidas liminares e plano de restauração integral

A petição solicita a concessão de liminar para a instalação imediata de cobertura provisória impermeável e o reforço do escoramento das paredes e elementos de taipa remanescentes. A ação requer também a apresentação de um cronograma físico-financeiro no prazo de 30 dias para a execução das obras de restauração total do templo, cujo orçamento prévio foi estimado em R$ 1.026.339,40 por vistoria técnica municipal.

O processo exige ainda a catalogação, o acondicionamento adequado e a preservação dos materiais e tijolos de adobe desprendidos para reaproveitamento nas obras de restauro.

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Fonte: Portal do MPTO / Divulgação

Foto: Reprodução / Divulgação

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