O Estado do Tocantins registrou a maior valorização no preço do boi gordo entre as 28 praças pecuárias acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na primeira quinzena de agosto de 2026. A arroba acumulou alta de 4,2% nos primeiros 15 dias do mês no Estado, superando o desempenho de outras regiões produtoras do país, como o oeste da Bahia (3,4%) e o noroeste do Paraná (3,3%). O avanço geral atingiu 26 das praças monitoradas no período, impulsionado pelo equilíbrio entre a oferta de animais e a demanda industrial.
A oscilação positiva reflete o ritmo das negociações entre produtores rurais e frigoríficos na primeira metade do mês.
Escalas de abate e comportamento da oferta no mercado
Apesar da alta acumulada no início de agosto, o mercado pecuário apresentou desceleração no ritmo de negócios no encerramento da segunda semana. Relatórios do Cepea apontam que os frigoríficos de maior porte conseguiram preencher suas escalas de abate para períodos entre sete e 12 dias. Essa margem nas indústrias reduziu a necessidade de compras imediatas e aumentou a pressão por valores menores nas negociações com os pecuaristas, resultando em menor liquidez de lotes.
A retenção de animais por parte dos produtores passa por reavaliação diante das ofertas apresentadas pelos compradores.
Desaceleração do consumo no atacado e projeções
O comportamento dos preços no atacado também sinaliza cautela para a segunda metade de agosto. A cotação da carcaça casada de boi registrou queda semanal de 0,4%, sendo negociada a R$ 24,07 por quilo à vista. A perda de força na carne bovina é atribuída ao fator sazonal de perda de poder de compra das famílias no final do mês, elemento que deve condicionar a sustentação dos patamares de preços atingidos no Tocantins.
A oscilação das cotações nas próximas semanas dependerá do nível de consumo interno e da escala das indústrias instaladas no Estado.
Fonte: Tocantins Rural / Divulgação | Foto: Keven Lopes / Governo do Tocantins / Divulgação