A Comissão Interinstitucional de Coordenação das Ações Relacionadas à Interdição da Ponte da BR-235 reúne-se nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, às 14 horas, na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Palmas, para cobrar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o andamento das medidas anunciadas para mitigar os impactos do bloqueio da travessia entre Pedro Afonso e Tupirama. O encontro, mediado pelo procurador da República Álvaro Manzano, tem como objetivo fiscalizar o cumprimento das promessas que incluem o lançamento do edital para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tocantins, a implantação de quatro balsas gratuitas e a execução de obras de infraestrutura na rodovia TO-010.
Compromissos pendentes e logística de travessia
Durante audiência pública promovida em 7 de agosto na cidade de Pedro Afonso, a diretoria do órgão rodoviário federal apresentou um conjunto de ações emergenciais para restabelecer a mobilidade na região, das quais apenas a liberação parcial da estrutura antiga para veículos de pequeno porte foi efetivada. A comissão cobra o lançamento do edital de licitação para a edificação da nova ponte duplicada, cujo prazo previsto para conclusão é de dois anos, antecedendo a demolição da estrutura danificada. O grupo também exige a entrada em operação das quatro embarcações prometidas para o transporte de passageiros, insumos e mercadorias pelo leito do Rio Tocantins.
Intervenções na TO-010 e impactos no agronegócio
As pautas em discussão abrangem ainda a execução de obras no trecho da TO-010, utilizado como principal rota alternativa desde o bloqueio da rodovia federal. O planejamento apresentado pelo DNIT prevê a contratação de empresas para a construção de duas pontes de concreto e o nivelamento do trecho de terra entre Pedro Afonso e Tocantínia, além do recapeamento do asfalto até a cidade de Lajeado. A interdição da ponte sobre o Rio Tocantins ocorreu em maio de 2026, após laudos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas apontarem degradação irreversível nas fundações por reação química interna do concreto. O desvio forçado adiciona até 130 quilômetros ao percurso de transporte rodoviário de cargas, onerando a cadeia do agronegócio local no escoamento de grãos, pecuária e derivados.
Fonte: Tocantins Rural
Foto: Ascom Coapa