O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea), realizou nesta terça-feira (31) a 43ª reunião da Câmara Setorial de Piscicultura. O encontro, que reuniu nomes do poder público, da Embrapa e do setor produtivo, consolidou uma agenda estratégica para transformar o estado em uma potência nacional do pescado.
Com um crescimento de 12,7% na produção (atingindo 20.400 toneladas segundo a Peixe BR), o setor agora foca em infraestrutura e verticalização para agregar valor ao produto tocantinense.
Avanços Estruturantes: Frigorífico e Escola Técnica
O secretário Rodrigo Ayres apresentou novidades que prometem solucionar gargalos históricos de processamento e capacitação:
- Frigorífico na Agrotins: O Governador Wanderlei Barbosa determinou a implantação de um frigorífico de pescado dentro do Parque Agrotecnológico. A ordem de serviço deve ser assinada durante a feira deste ano.
- Escola de Piscicultores: Com a execução direta do frigorífico pelo Estado, recursos da Sudam serão redirecionados para criar uma unidade de formação técnica na sede da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas.
- Insumos e Logística: Avançam as tratativas para uma fábrica de ração e a modelagem de uma cooperativa em Guaraí, visando reduzir os custos de produção, que hoje são um dos maiores desafios do produtor.
Um dos pontos mais sensíveis do debate foi a importação de tilápia do Vietnã. O setor manifestou preocupação com dois fatores principais:
- Risco Sanitário: Possível fragilidade no controle de doenças que poderiam afetar as águas brasileiras.
- Concorrência Desleal: O impacto econômico sobre o produtor local devido aos preços subsidiados do produto importado.
O colegiado deliberou pela construção de uma agenda institucional para cobrar respostas coordenadas que garantam a segurança alimentar e a isonomia para quem produz no Tocantins.
No campo jurídico, o projeto de lei que institui a Política Sustentável da Pesca e Aquicultura já avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. A proposta busca dar segurança jurídica e atrair novos investimentos para o estado.
“O Tocantins não carece de potencial, este é abundante. O que precisamos é de coordenação, escala e execução”, destacou o secretário Rodrigo Ayres ao final do encontro.
Composta por 26 instituições, a Câmara Setorial reafirma o modelo de gestão compartilhada, onde ciência, mercado e governo trabalham juntos para consolidar o estado como a nova fronteira da piscicultura sustentável no Brasil.
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Fonte: Ascom – Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura
Foto: Kenar Lima