O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), realizou nesta semana o evento “Diálogos Fundo Brasil-ONU na Reserva da Biosfera do Cerrado”. A iniciativa, que ocorreu entre Palmas e Tocantínia, reuniu lideranças de nove etnias e representantes da Unesco para traçar estratégias de conservação ambiental e fortalecimento cultural.
A programação abriu as celebrações do mês indígena (abril) e focou em temas como governança territorial inclusiva, convenções internacionais e cadeias de valor sustentáveis. Participaram do encontro representantes das etnias: Javaé, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Karajá-Xambioá, Xerente, Apinajé, Guarani e Guajajara.
O evento marcou a apresentação do planejamento do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Legal. O projeto é uma parceria entre a ONU, o Governo Federal e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, com foco em modelos de desenvolvimento que valorizem a “floresta em pé”.
Destaques das atividades:
- Oficinas em Palmas: Realizadas no Sebrae e na UFT, com dinâmicas sobre protagonismo indígena e reconhecimento internacional da Reserva da Biosfera.
- Intercâmbio Cultural: Representantes da Unesco visitaram territórios tradicionais para ouvir diretamente as demandas das comunidades.
- Meta 2030: As ações fazem parte de um cronograma das Nações Unidas que visa reduzir desigualdades históricas em territórios tradicionais até o fim da década.
O encerramento das atividades ocorreu na Aldeia Funil, em Tocantínia, território do povo Xerente. Na ocasião, foi anunciada a instalação de um laboratório de informática com 10 computadores e acesso à internet na comunidade.
O laboratório é financiado pelo Fundo Brasil-ONU com apoio do governo do Canadá. Segundo o cacique Elso Krêsu Xerente, o equipamento será fundamental para o processo de alfabetização bilíngue (língua Akwê e Português) e para o suporte aos estudantes universitários da aldeia.
O titular da Sepot, Ercivaldo Xerente, destacou que a parceria com organismos internacionais fortalece o protagonismo dos povos originários na construção de políticas públicas. A recepção na Aldeia Funil contou com demonstrações culturais típicas, como a corrida de tora, simbolizando a resistência e o trabalho coletivo das comunidades.
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Fonte: Governo do Tocantins
Foto: Adilvan Nogueira / Governo do Tocantins