A Comarca de Gurupi foi palco, nesta terça-feira (12), de uma mobilização essencial para a saúde institucional do Poder Judiciário tocantinense. Como parte da V Semana Nacional de Combate ao Assédio Sexual, Moral e a Toda Forma de Discriminação, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) promoveu uma roda de conversa no fórum local, reunindo magistrados, servidores e colaboradores para debater o respeito e a ética no ambiente de trabalho.
A condução do diálogo ficou a cargo da desembargadora Hélvia Túlia Sandes Pedreira, presidente da comissão específica do TJTO (Cassédio). Em sua fala, a desembargadora destacou que a prevenção não deve ser apenas uma reação a casos graves, mas uma transformação cultural diária. “Um ambiente saudável é aquele em que há respeito às diferenças, acolhimento e segurança nas relações profissionais”, pontuou.
O diretor do foro de Gurupi, juiz Nilson Afonso da Silva, enalteceu a iniciativa, associando o combate ao assédio diretamente à qualidade de vida do servidor. Para o magistrado, o deslocamento da equipe do tribunal até as comarcas do interior reforça o sentimento de pertencimento e prestígio da força de trabalho local, especialmente em uma sociedade marcada pelo desgaste emocional.
A servidora Fabrícia da Silva Alcântara ressaltou que momentos como este são cruciais para sanar dúvidas técnicas sobre o que configura, de fato, o assédio. A compreensão clara dessas situações permite que os próprios colaboradores ajam como agentes multiplicadores de um ambiente mais consciente e respeitoso.
Durante o encontro, os membros da comissão detalharam como funciona o suporte às vítimas no Judiciário. A juíza Flávia Afini Bovo explicou que a atuação da Cassédio é pautada na autonomia da pessoa atendida. “O objetivo é acolher e orientar. A comissão respeita a individualidade e só adota encaminhamentos institucionais ou jurídicos com a autorização expressa da pessoa assistida”, esclareceu.
A programação da V Semana Nacional segue até o dia 15 de maio, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação reafirma o compromisso do TJTO com os direitos fundamentais e com a promoção de uma cultura organizacional inclusiva, ética e segura para todos os seus integrantes.
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Fonte: TJTO
Foto: Elias Oliveira