Home Política Ministério Público Eleitoral aciona Justiça contra suposta propaganda antecipada em evento de Gurupi

Ministério Público Eleitoral aciona Justiça contra suposta propaganda antecipada em evento de Gurupi

por Revista Cenariun

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da Promotoria Eleitoral de Gurupi, ingressou com uma representação na Justiça para coibir possíveis práticas de propaganda eleitoral antecipada durante as festividades ligadas à tradicional cavalgada do município. A ação civil foca na realização de um show musical gratuito programado para o evento denominado “Encontro das Comitivas”, previsto para ocorrer na Praça da Bíblia logo após o encerramento do desfile dos cavaleiros.

Na peça jurídica, o órgão ministerial solicita a suspensão imediata da atração artística divulgada e a proibição de qualquer ato de propaganda política ao longo de todo o percurso da cavalgada e de seus eventos paralelos. O pedido abrange a vedação de discursos de teor político, distribuição de brindes personalizados, camisetas, adesivos, panfletos institucionais e a utilização de trios elétricos para a promoção de pré-candidaturas, visando barrar condutas que infrinjam a legislação vigente.

Apuração de promoção pessoal e formato de showmício

A representação do Ministério Público aponta que peças publicitárias veiculadas em redes sociais estariam associando diretamente a organização e o patrocínio do evento à figura de um deputado estadual. O documento cita ainda anúncios sobre a oferta de churrasco gratuito aos participantes e estratégias que sugerem promoção pessoal vinculada à festividade. O MPTO argumenta que o financiamento de espetáculos públicos por agentes políticos em período que antecede a campanha oficial assemelha-se à prática de showmício, modalidade expressamente proibida pela justiça eleitoral brasileira.

O promotor eleitoral Marcelo Lima Nunes justificou a intervenção destacando o histórico de intensa movimentação política que costuma cercar a cavalgada de Gurupi em anos de sufrágio, com o uso recorrente de estruturas de divulgação e comitivas personalizadas. O representante do Ministério Público ponderou que, embora as manifestações culturais e tradicionais devam ser preservadas, elas não podem ser desvirtuadas para servir como ferramentas de captação indevida de apoio político ou desequilíbrio do pleito.

Pedidos de fiscalização e monitoramento policial

Para garantir o cumprimento das restrições caso a liminar seja concedida, a Promotoria Eleitoral requereu que a comissão organizadora da cavalgada seja formalmente notificada sobre as proibições. O pedido inclui também o acionamento das polícias Civil e Militar para monitorar as atividades de campo e a designação de oficiais de Justiça para realizar a fiscalização presencial das comitivas no dia do evento.

A medida busca assegurar o princípio da isonomia entre os potenciais concorrentes às eleições municipais deste ano, impedindo o uso da máquina pública ou do poder econômico em eventos de massa.

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Fonte: Dicom MPTO

Foto: Marcelo de Deus – Dicom MPTO

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