A Prefeitura de Araguaína, por intermédio da Secretaria Municipal da Mulher e em cooperação técnica com o Instituto Ação e Inclusão (IAI), iniciou as atividades práticas da nova turma de panificação do Projeto Mão na Massa. As aulas tiveram início na tarde da última segunda-feira, 8 de junho, no polo da Vila Azul, com foco na qualificação profissional de mulheres residentes na localidade. A iniciativa configura-se como uma ferramenta de inclusão produtiva, desenhada para fornecer subsídios técnicos que possibilitem a inserção no mercado de trabalho formal ou a abertura de pequenos negócios focados na produção de pães e roscas artesanais.
A estrutura metodológica da capacitação possui uma carga horária total de 16 horas-aula, distribuídas em módulos inteiramente operacionais. O formato pedagógico permite que as alunas realizem o manejo direto dos insumos, dominando técnicas que abrangem desde a dosagem e mistura de ingredientes, processos de fermentação biológica, técnicas de sova, modelagem de massas até o controle de tempo e temperatura de forneamento. O público-alvo prioritário da ação compreende mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica assistidas pelos programas de proteção básica do município.
Incentivo à geração de renda nos bairros e depoimentos da comunidade
A inserção de oficinas profissionalizantes descentralizadas nos bairros periféricos visa reduzir os custos de deslocamento das beneficiárias e aproximar o poder público das demandas comunitárias. A secretária municipal da Mulher, Suzana Salazar, argumentou que o projeto atua diretamente na criação de novas perspectivas de emancipação financeira familiar, gerando um impacto positivo na autoestima das participantes. A gestora pontuou que a independência econômica é um dos pilares para a superação de ciclos de desigualdade, servindo como base para o desenvolvimento social sustentável da região.
Entre as estudantes matriculadas nesta primeira etapa, a dona de casa Fátima Matos relatou que o ingresso no curso atende ao desejo de dominar técnicas comerciais de panificação. A aluna manifestou a intenção de utilizar o aprendizado técnico adquirido nos laboratórios práticos para iniciar a comercialização doméstica de produtos panificados, convertendo a atividade em uma fonte complementar de receitas para o orçamento de seu núcleo familiar. As diretrizes do projeto preveem um caráter contínuo, com o planejamento de abertura de novas turmas em diferentes setores urbanos de Araguaína no decorrer do segundo semestre de 2026.
Critérios de elegibilidade e documentação obrigatória para novas vagas
O processo de captação de novas interessadas permanece ativo para o preenchimento de vagas em turmas subsequentes do programa de panificação. O regulamento institucional restringe a participação ao público feminino com idade mínima de 18 anos completos. Para formalizar a solicitação de vaga, as candidatas devem comparecer presencialmente, durante o horário de expediente comercial regular, à sede do Instituto Ação e Inclusão, localizada na Rua Turquesa, Quadra 29, Lote 22, no setor Vila Azul.
No ato do atendimento cadastral, torna-se obrigatória a apresentação do documento oficial de identidade (RG), do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), de um comprovante de residência atualizado e do extrato consultivo contendo o Número de Identificação Social (NIS) ativo. Os dados gerados pelas inscrições serão compartilhados com os sistemas de monitoramento da assistência social do município para mensurar o índice de empregabilidade pós-curso. A estratégia consolida o alinhamento das ações de capacitação técnica com as metas de fomento à economia criativa na microrregião do norte tocantinense.
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Fonte: Rodrigo Araújo / SECOM Araguaína
Foto: Thiago Santos / SECOM Araguaína