Home Cidades MPTO recomenda medidas urgentes para evitar desabamento de igreja histórica em Chapada da Natividade

MPTO recomenda medidas urgentes para evitar desabamento de igreja histórica em Chapada da Natividade

por Revista Cenariun

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) expediu uma recomendação oficial conjunta direcionada à Prefeitura de Chapada da Natividade e à Paróquia Nossa Senhora de Sant’Ana para a execução de intervenções estruturais emergenciais na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant’Ana. O documento, emitido nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, visa impedir o colapso iminente do templo religioso construído no século XVIII, além de determinar a elaboração de um plano técnico voltado à restauração integral do imóvel. A edificação é reconhecida como patrimônio histórico e cultural, protegida por tombamento instituído pela Lei Municipal nº 176/2011.

Os relatórios técnicos de vistoria apontam que a estrutura apresenta um quadro avançado de deterioração física, decorrente da falta de manutenção continuada e da exposição severa aos fatores climáticos regionais. Construída por meio de técnicas arquitetônicas tradicionais do período colonial, utilizando alvenaria de taipa e tijolos de adobe, a edificação sofreu o desabamento total de algumas seções de suas paredes e a perda de parte substancial da cobertura original de madeira e telhas. A ausência do telhado expõe o interior do templo a infiltrações diretas de águas pluviais, acelerando a perda de sustentação das bases das paredes remanescentes.

Prazos para escoramento de paredes e salvaguarda do acervo sacro

O Ministério Público estipulou o prazo regulamentar de 10 dias para que a administração municipal e a paróquia local instalem, em caráter cooperativo, uma estrutura de cobertura provisória confeccionada com material impermeável sobre as áreas expostas da nave e do altar. A medida emergencial deve vir acompanhada pelo reforço imediato do escoramento mecânico das paredes externas e internas que ainda permanecem de pé, utilizando vigas apropriadas para conter os empuxos e evitar novos desmoronamentos durante o andamento dos trâmites administrativos.

A recomendação ministerial também obriga os responsáveis a realizarem o recolhimento sistemático e o armazenamento seguro de todos os fragmentos e bens móveis integrados à história da igreja. Elementos como tijolos de adobe desprendidos, peças de madeira de lei entalhada e imagens sacras remanescentes devem ser devidamente catalogados e depositados em local livre de umidade. O objetivo da salvaguarda patrimonial é garantir que os materiais originais remanescentes sejam integralmente reaproveitados nos trabalhos futuros de reconstituição histórica do monumento e do mobiliário religioso.

Cronograma para projeto de restauro e captação de recursos

No tocante ao plano de recuperação definitiva, o MPTO fixou o prazo de 30 dias para a apresentação de um cronograma de trabalho detalhado focado no restauro arquitetônico completo do imóvel tombado. O planejamento técnico deve atualizar a planilha orçamentária que havia sido elaborada pelo poder executivo municipal no final do ano de 2025, corrigindo os valores estimados e adequando o escopo do projeto aos novos danos estruturais que se acumularam na estrutura de adobe nos primeiros meses do ciclo chuvoso atual.

Para a execução e o acompanhamento das obras emergenciais de estabilização, a Prefeitura de Chapada da Natividade deverá destacar engenheiros civis integrantes do seu quadro de servidores efetivos para exercer a fiscalização técnica direta. A Paróquia de Nossa Senhora de Sant’Ana, na condição de proprietária legal do imóvel, deverá atuar na articulação institucional e jurídica para viabilizar a captação de recursos financeiros junto a fundos de preservação cultural e editais da iniciativa privada. A recomendação foi assinada pelos promotores de Justiça Rodrigo de Souza, da Promotoria Regional Ambiental, e Célio Henrique Souza dos Santos, titular da comarca de Natividade.

#PatrimônioHistórico #ChapadaDaNatividade #MinistérioPúblicoTO #IgrejaDeSantAna #ArquiteturaColonial #TombamentoMunicipal #PreservaçãoCultural #NatividadeTO #EngenhariaPatrimonial #RevistaCenariun

Fonte e Foto: Portal do MPTO / Divulgação

Notícias relacionadas