Home Justiça Gaeco deflagra operação contra núcleo de facção criminosa no Tocantins

Gaeco deflagra operação contra núcleo de facção criminosa no Tocantins

por Revista Cenariun

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a Operação Regresso II. A ação interestadual teve como objetivo desarticular um núcleo estruturado de uma organização criminosa que operava no controle territorial e na aplicação de punições internas em diversos municípios do estado. A ofensiva resultou no cumprimento de ordens judiciais direcionadas a interromper a cadeia de comando e a movimentação financeira do grupo.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, além do sequestro judicial de ativos financeiros no montante de cerca de R$ 1 milhão. As diligências operacionais ocorreram de forma simultânea nos municípios de Araguaína, Gurupi, Guaraí, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional. As medidas cautelares foram autorizadas pelo Poder Judiciário após a apresentação de relatórios técnicos de inteligência elaborados pelos promotores do Gaeco.

Origem das investigações e identificação do fluxo financeiro

Esta nova fase investigativa derivou da análise de dados de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. O cruzamento de informações e relatórios telemáticos revelou uma rede de atuação mais ramificada do que a mapeada inicialmente, evidenciando divisões claras de funções entre os membros. Os investigados atuavam diretamente na fiscalização de normas internas da facção e na execução de penalidades físicas contra integrantes e rivais para assegurar o domínio de pontos de tráfico.

Além dos atos de violência organizada, as investigações financeiras identificaram um esquema de lavagem de capitais estruturado para ocultar a origem dos recursos obtidos em atividades ilícitas. Os valores eram fracionados e movimentados por meio de sucessivas transferências eletrônicas e transações via PIX, utilizando contas de passagem de terceiros para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle antes de centralizar o montante nas contas principais da liderança.

Articulação das forças de segurança pública e policiamento integrado

A operação de campo demandou uma coordenação integrada entre diferentes forças estaduais de segurança pública. O Gaeco contou com o suporte operacional da Polícia Militar (PMTO), por meio do Grupo de Operações Comuns (GOC), além das guarnições do 5° e do 8° Batalhão. A Polícia Civil participou por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote) e de delegacias locais das comarcas envolvidas.

A Superintendência de Administração Penitenciária e a Diretoria de Operações da Polícia Penal também atuaram no cumprimento de mandados em unidades prisionais e no levantamento de informações de inteligência de recintos fechados. Os materiais e documentos apreendidos durante as buscas foram acautelados e serão submetidos a exames periciais para subsidiar o oferecimento das denúncias criminais formais por tráfico de entorpecentes, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: Daianne Fernandes – Dicom MPTO | Foto: Divulgação MPTO / Divulgação

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